quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Friendship

"Only solitary men know the full joys of friendship. Others have their family; but to a solitary in exile his friends are everything."

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Formação na Alemanha 2

Outro dos episódios que vos quero contar é sobre a maneira como os Alemães lidam com os estrangeiros.

[Disclaimer: Note-se, no entanto, que estou a generalizar e não a falar da minha empresa em particular, pois esses destacaram-se pela sua simpatia e disponibilidade (como mencionei no post anterior).]

Eu ia com a expectativa que os Alemães - estando eles no centro da Europa – sabiam falar bem Inglês. Bem, a realidade foi mais uma vez diferente.

Como foi um meio de transporte que frequentemente utilizei, vamos começar pelos taxistas: 10% são Alemães, 80 % Turcos e os restantes 10% são de outras nacionalidades (Romenos, Albaneses, Checos...)! Vamos então fazer as contas: Os Alemães têm um Inglês quase inexistente, os Turcos e os restantes têm um mau Inglês E um mau Alemão!!. Solução: Papelinhos com os nomes dos locais para onde queria ir, que eles rapidamente introduziam no GPS e lá íamos nós!

De seguida vamos abordar os comerciantes, que encontrei nas suas várias vertentes, mas primeiro vou contextualizar: Durante a semana eu estava num hotel em Hilden, uma pequena e simpática localidade a cerca de 20Km de Dusseldorf, onde existia uma zona pedestre muito agradável com muitas lojas (sobretudo de roupa), alguns supermercados e uma decente variedade de restaurantes. De todas as lojas e supermercados onde entrei, NINGUÉM sabia mais do que 2 palavras de Inglês. Esperem... minto... a senhora da frutaria sabia falar um inglês porreiro!! :)

A pessoa que eu ouvi falar o melhor Inglês foi a senhora da farmácia, e ainda bem, pois não sei como iria sobreviver a tantos fritos e molhos sem o belo do KOMPEMSAN!!

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Formação na Alemanha 1


Admito. Admito que ia com algumas expectativas negativas relativamente aos Alemães, fruto dos relatos de alguns amigos meus que já lá estiveram e trouxeram relatos pouco simpáticos. No entanto, gosto sempre de tirar as minhas conclusões e a realidade mostrou-se um pouco diferente... mas só um pouco!!

A maioria do contacto que tive com eles foi no local de trabalho, e aí não tenho NADA a apontar. Mostraram-se simpáticos, acessíveis e sempre disponíveis para me ajudar (nem que para isso fossem perder imenso tempo!). Saldo positivo neste campo!

No entanto, tive alguns episódios que merecem ser contados! Aqui vai um...

Acabadinho de chegar de Lisboa num Domingo à noite, chego ao quarto, abro o guarda-fatos e vejo a roupa que lá tinha deixado na 6ª para ser lavada! (Até aí, tudo bem!) No entanto, ao remover os plásticos que a cobriam, reparo que lá estavam umas calças pretas de senhora com brilhantes na lateral! OK... foi engano... tudo bem! Amanhã de manhã trato disso, que agora já é tarde! ... Soninho descansado... e de manhã lá vou eu à recepção tratar do assunto:

- "Bom dia, estavam estas calças junto da minha roupa lavada, e não são minhas."
A senhora que lá estava, com uma imediata cara de incredulidade (que inclui franzir de sobrolho!), recebe as calças, observa-as atentamente, e diz-me:
- "Impossível!... Tem a certeza?"
Ligo logo o interruptor "Paciência - Fase 1":
- "Minha senhora, como pode constatar essas calças são de senhora, e eu no talão só indiquei roupa de homem para lavar."
Mais uma observação atenta, e:
- "Mas esta roupa tem de ser sua!"
Ligo o interruptor "Paciência - Fase 2" e respondo:
- "Estou-lhe a dizer que só deixei 3 camisas e 2 calças de homem para lavar. Essa roupa não é minha e quero que fique com ela."
Replica imediatamente
- "O que é que eu faço com isto? Fique você com ela!"
Desligo os interruptores "Paciência - Fase 1" e "Paciência - Fase 2" e ligo o “Complicómetro”!
- "Você está certamente a brincar comigo!... Já lhe disse que essas calças não são minhas!! O que você faz com elas, a mim não me interessa! Não está certamente à espera que fique com umas calças que não são minhas... ou está?"
- “Mas eu não quero as calças!”
- “Olhe, se não as quer tudo bem!... Eu é que não quero de certeza!! Faça o que entender com elas!!! BOM DIA!!”

Virei costas e fui-me embora nesse instante. Fiquei com um humor de cão… mas nada que os 3 graus positivos que estavam na rua não arrefecessem num ápice!!

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

Europa às portas

Pois é, dia 1 se Setembro comecei um novo emprego. Emprego esse que tem uma particularidade: Durante a semana trabalho por essa Europa fora, e ao fim-de-semana regresso a Lisboa! Parece simples?... Vamos ver!



Quem me conhece, sabe que já trabalhei fora de Portugal (Londres e Milão). No entanto, admito a volatilidade do meu estado de espírito durante essas experiências. Se bem que em alguns momentos estava extasiado por estar a viver aquela experiência, 5 minutos depois estava a perguntar-me: "Eloi, o que é que estás aqui a fazer?... Onde estão os teus amigos, a tua família, a tua Lisboa?!?". Foi difícil. Foi proveitoso. Foi muito bom. Amadureci. Alarguei os meus horizontes. Foi uma experiência fantástica e que me enriqueceu como profissional e como pessoa. No entanto prometi a mim próprio: "Só te metes noutra se valer MESMO a pena!".

À medida que o tempo foi passando fui ficando menos aberto a deixar Lisboa, mas o bichinho de viajar estava lá... a hibernar, e quando surgiu esta nova oportunidade, pensei: "Uau! Isto vai-me permitir viajar E voltar à minha Lisboa!!".

E aqui estou eu, a contar os meus episódios sobre o que estou a viver e as pessoas que estou a conhecer neste novo caminho!

Sejam - de novo - bem-vindos a este cantinho!

Um interregno (palavra linda!) que agora acabou!!

Não vale a pena perder tempo a explicar a ausência, digamos que 1º não tive tempo, depois tive tempo demais mas pouco interesse em escrever, e agora volto a ter algum tempo E interesse!... pronto!.. Ficamos assim!! :)